De longe, o maior motivo para minha jornada pelo mundo open source foi a criação do Steam Deck. Um console de jogos da Valve que roda Linux. Inicialmente, eu só queria jogar no sistema que seria o “sistema para jogos” do futuro. Eu imaginava que voltaria para o Windows depois de algumas semanas de uso. Depois de alguns anos eu posso dizer com confiança que estou “livre” do sistema da Microsoft e que consegui achar um lugar para mim nesse vasto ecossistema livre.

Aprendendo na prática

Devido à sua natureza aberta, consegui me familiarizar com o Linux e seu ecossistema no meu próprio ritmo, sem me preocupar muito com o resultado.

No início, foi muito frustrante entender como as coisas funcionavam, mas acabei resolvendo os problemas que tinha. Eu procurava soluções online ou perguntava em fóruns, e agora tenho alguns conhecimentos que não só me ajudam com computadores, mas também com a resolução de outros tipos de problemas.

O maior presente que aprender Linux me deu foi o meu próprio descobrimento. Nessa jornada autodidata descobri conceitos sobre cybersegurança e segurança de dados, além de novos e extremamente úteis aplicativos open-source que utilizo até hoje, alguns deles sendo vitais para meu dia a dia.

É claro que, com um novo ecossistema digital, encontrei também novas maneiras de pensar sobre software, e também fiquei mais atento às más práticas de companhias de software e hardware.